Thursday, March 24, 2011

Competitividade

Num mundo 'globalizado', trocou-se a noção de país por uma de região: tirando meia dúzia de grandes países-continente, a sobrevivência para a esmagadora maioria passa por pertencer a uma união de Estados.

Portugal é neste momento percebido como uma pequena região da UE, em competição com todas as outras por fundos comunitários, IDE, recursos naturais, fluxos de turismo, etc. Mas sem visão, características distintivas, vantagens competitivas, imagem de marca, economias de escala e tudo o mais, a atractividade do país vem caíndo a pique e afastando investidores.

Neste momento delicado há muito quem sugira soluções imediatistas de cidadania voluntariosa. Mas estou convencido que contribuir com fundos ou ideias avulsas é puro desperdício de recursos valiosos e a recuperação passa primariamente pela definição de uma estratégia nacional de (muito) longo prazo da qual partido nenhum possa distanciar-se.

Este conceito está longe de ser inovador. Muitos outros países já optaram por esta via, estabelecendo planos estratégicos com horizontes de 10 ou 20 anos. Os grandes desafios são sem dúvida a convergência de ideias entre os inúmeros grupos de interesse e o contraste possivelmente irreconciliável com períodos eleitorais de 4/5 anos que conduzem os políticos, por natureza já predispostos a tal, a actuar oportunisticamente.

Por estas e outras razões o sistema político vigente não está adequado à situação actual do mundo e do país. Para definir e implementar planos de longo prazo exige-se uma liderança isolada de ciclos políticos. Uma hipótese seria o alargamento do âmbito do Conselho de Estado para a gestão de aspectos estratégicos, deixando ao Governo a gestão mais operacional.

Nuno

Friday, March 11, 2011

Diáspora

Parece-me neste momento óbvio que a diáspora portuguesa tem sido sistematicamente desconsiderada no seu potencial de criação de riqueza e desenvolvimento (excepções feitas aos artistas que partem em digressão pelo mundo e aos programadores das estações de televisão por altura do Verão).

Para além dos preconceitos generalizados em relação à figura do emigrante, através dos quais foi ao longo dos anos atribuída à caricatura estética uma primazia despropositada na caracterização do expatriado, assiste-se a um desinteresse despudorado por um terço da população portuguesa ou de origem portuguesa (estatísticas não oficiais apontam para algo como 5 milhões de expatriados portugueses espalhados pelo mundo).

Em 2010 os emigrantes portugueses enviaram 2,4 mil milhões de euros em remessas para Portugal. Em termos percentuais talvez pareça pouco mas lembremo-nos que este é um montante líquido (não há qualquer contrapartida ou custo associado) gerado por indivíduos (contrariamente ao PIB, que inclui a produção das empresas).

O que poderia esta massa humana, composta em grande parte por pessoas que tiveram a ousadia de arriscar tudo, deixar o seu país e criar riqueza em terras alheias, contribuir se acreditasse que podia fazer a diferença?

Nuno

Wednesday, March 9, 2011

competitividade

Um vídeo do Michael Porter sobre a competitividade regional.

Nuno

high-tech

Um dos obstáculos para o desenvolvimento de Portugal é a sua dimensão. Sem massa crítica interna, torna-se difícil atingir dimensão para enfrentar os mercados internacionais.

Mas este problema dilui-se nos mercados da tecnologia de ponta, especialmente no mundo virtual da internet. Um bom reflexo disso é o domínio quase absoluto que 2 países pequenos (Irlanda e Israel) têm da lista de empresas internacionais cotadas no NASDAQ.

Nuno

abordagem errada

Este movimento Geração à Rasca é o exemplo perfeito de abordagem errada ao desafio que temos em mãos.

Entre outros pressupostos, os aderentes partem do princípio que alguém (ou algo) lhes deve direitos adquiridos à nascença, pelo simples facto de terem nascido portugueses. Não se questionam sobre as suas obrigações e limitam a sua actividade cívica à reclamação de benefícios.

O aspecto positivo do movimento é certamente a demonstração de força, vida e vontade de adesão a uma causa comum.

Nuno

Sunday, March 6, 2011

Visão

é o que faz falta a Portugal. Para além de tudo o resto, acima de tudo o resto.

Uma aspiração comum, um projecto de futuro com o qual nos identifiquemos, uma identidade partilhada de Norte a Sul, caras em quem possamos confiar, uma ideia pela qual valha a pena lutar.

Resolvi fazer lobbying por Portugal. Não pelos que lá estão ou pelos que querem lá estar; pelo país que me fez quem sou. A ambição é enorme, na exacta medida do desafio, mas realista: atrair para este ideal todos os portugueses, residentes ou expatriados, um por um.

E assim deixo o mote e um lema: TODOS, UM POR UM.

Nuno